terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Pequenos gestos, grandes AMIZADES!


É pessoal, nada melhor do que no primeiro dia de aula. aquele dia morno que eu disse no post de ontem, você se deparar com atitudes que te comovem.
Justo eu q acha que sabe sempre o que é ser amigo ontem me vem uma surpresa, as 23 horas da noite.
Ontem tive ainda mais certeza de que gestos de amizade verdadeiros são aqueles que você JAMAIS ESPERA, não se pergunta se merece ou não, não especula se a pessoa tem ou não obrigação dele.Ele vem assim de surpresa, sem você ter pedido.A responsavel foi a Carol da minha facul.
Ca não vou citar aqui o que você fez, vou vangloriar o fato de você ter feito.Você é maravilhosa. me tocou mais 1 vez de verdade a sua atitude.Simples, bonita e verdadeira.


Cada dia mais eu valorizo quem presta atenção em mim.Não no sentido de chamar atenção, e eu ser o umbigo do mundo, e sim aquela pessoa que um dia te ouviu dizer que você tinha um cachorro com uma cicatriz na barriga e um dia ela vai lembrar justamente da cicatriz que eu havia dito.Por que eu tenho isso,e isso faz de mim um amigo diferente pras pessoas.Pra alguns se eu perguntar o que eles sabem sobre mim, eles vão dizer que eu tenho um palio vermelho, que eu moro no Butantã e faço teatro.Informações toscas sobre o que eu tenho, e sobre tudo de mais plastico que eu posso oferecer ao mundo , artificiais e sem importancia.Outros vão se lembrar de algo que eu disse e que nem eu lembrava ter dito: A Mari(Divi) da facul outro dia se lembrou que eu disse pra ela que aos meus 15 anos quis trabalhar num buffet pra ficar mais independente, e eu me impressionei.Gente é incrivel o quanto é dificil perceber pessoas que nos percebem, e sem modestia é incrivel eu estar encontrando gente que tem essa caracteristica em amizades como eu.Não estou falando de segredos sobre a vida alheia, estou falando no que me foi dito( coisas simples) e que nunca me saem da memoria.


A Carol me disse 1 dia que tinha chorado vendo Ana Karenina e que o Jorge não achou graça nenhuma.Ou 1 dia trouxe 1 pingo de ouro na sala e me fez comer com ela, era pra eu pegar 1 e eu comi quase inteiro e ela disse que perto da casa dela , ela pagava menos de 1 real neste salgadinho, em uma vendinha.Ou quando ela me disse que agente ia ter que repor 100 horas de ferias no "Ler escrever", ela não disse 100 eu confesso que exagerei porque foi um numero exorbitante perto do que agente ia ter que repor mesmo.


A Mari me disse 1 dia que era contra mendigos serem desapropriados das ruas para viverem em albergues por obrigação e sem ter lugar pra todos.Ou 1 dia me perguntou se eu sabia onde vendia Bota sandalia? ahahhaha.Ou quando ela me disse que tinha um pé atras com uma professora, pois durante a greve ela havia sido grossa com a Carol que ia usar o cumputador da sala em que ela estava.


Citei as 2, porque venho percebendo que agente num faz promessas de amizade, eu nunca disse eu te amo pra elas nem ao contrario, elas não saem de balada comigo, e muito menos passamos as ferias juntos( um trauma entre eu e a Carol ahaah), mas que amizade mesmo são as coisas simples da vida, Você lembrar com carinho daquele momento , daquela coisa minima que a pessoa ja te disse, não é seguir convenções como as citadas acima, é você prestar atenção no outro sem que ele te peça atenção, você ser ajudado sem fazer contas pra saber se vc merecia ou não aquilo.É isso ai dupla as vezes eu aprendo mais com vocês do que com algumas aulas interminaveis.


Para fechar o dia um texto de Martha Medeiros:

grama do vizinho

Há no ar um certo queixume sem razões muito claras. Converso com pessoas que estão na meia-idade, todas com profissão, família e saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso? Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: “Eu espero/acontecimentos/só que quando anoitece/é festa no outro apartamento”. Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha sido convidada. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são — ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho. As “festas em outros apartamentos” são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos para se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada/todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”. Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta.
Nesta era de exaltação de celebridades — reais e inventadas — fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas costumam acontecer dentro do nosso próprio apartamento.

3 comentários:

Unknown disse...

MEU Duzinhoooooow lindoooooo :) Eu não sou realmente uma pessoa muito romântica, dada a certos dizeres floreados e coisa e tals...mas vc sabe, vc deve sentir q adoro sua companhia. E isso quer dizer muito pra mim, não sou lá muito dada a qq pessoa, vc sabe como sou né? Amiga de todos, mas ando com poucos. Td isso pra dizer, q se até agora nunca disse, então chegou a hora: TE AMUUUUUUUUU!!!! E não te amo pq vc anda SEMPRE comigo...pq nem seria verdade....nem pq vc é meu amigo da facul, pq pra mim vc é muito mais q isso. Te amo pelas coisas positivas q consigo ver em vc e vice-versa....Obrigada pela nova dedicatória, à mim e à "punk a levada da breca" rssss....vcs são mais q amigos pra mim, são os irmãos q pude escolher...e não me importa o qto isto dure, será pra sempre assim! Muitas bjokas :)

Eva disse...

Agora sou eu que voufazer uma critica aquiiiiiiiiiiiiiii...
O seu blog me conquistou, mas não é o tipo de blog que eu curto olhar sempre, porque vc conta muitas historias de pessoas que soh vc conhece..!Eu acho que o que vc acha que falta no meu blog eh justamente o que vc faz no seu! por isso eu nunca vou conseguir fazer igual..jah tem voce que escreve assim..!! hehe..
nao sei se entendi a sua critica, mas espero que tenha entendido a minha..
bjuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
ateh a boo boo...!!rsrsrs..
filminhooooooooooooo..rhehehehhe

Caroline disse...

Ai Eduardo Q. Benesi...

A verdade é que já pensei tanta coisa, e ainda bem que o tempo nos muda... depois de quase dois anos, fomos construindo aos poucos uma convivência amável, com carinho e respeito (o tempo nos permite conquistas, e fundamentalmente a melhor delas, o respeito!). Eu lhe respeito por tudo que é, pelo seu carater e sua personalidade. E se respeitamos, é pq também admiramos... vc é um homem de personalidade forte, com opiniões fortes e atitudes fortes, mesmo que me diga ser o menino maluquinho!
Quanto ao Marx, foi só uma irônia, depois fiquei rindo comigo mesmo. Penso que a maior parte das pessoas não querem ler, elas não se atentam aos clássicos (como Marx, por exemplo), acredito que exista uma gama de informações fáceis (cinema, música, revistas) que acabam por substituir algumas coisas fundamentais que não deveriam ser deixadas pra trás (consideradas velhas, ultrapassadas, chatas). Algumas pessoas preferem receita pronta (livros de auto ajuda) do que a velha e boa reflexão! Coisa a qual vc faz em seu blog! Eu lhe digo, continue com seu blog, ele é a única possibilidade das pessoas conhecerem o Eduardo que eu conheço, um verdadeiro artista!
Muito obrigado por tudo...
Beijos