segunda-feira, 28 de abril de 2008

BOMBA: imprensa revela o penultimo vestido usado por Isabela! E mais: Depois de Santoro Outro brasileiro em LOST!


"Eu não juro nada por coisa alguma,pois que todo caminho é de incerteza.A ordem se desarruma,a história se desajeita,o arranjo troca e vira a mesa.Tampouco prometo.Nesse jogo de regras e tratos,rolam os dados,mudam os fatos,num ciclone célere, inclemente.Só o que posso fazer é me entregar completamentea toda causa que eu me dedicar,a cada tempo que eu puder viver, a cada amor que me fizer amar." Roubado da minha Diviiiiiiiiii



Caso Isabela, eu relutei em não comentar sobre isso no blog, mas é inevitavel.Naõ aguento mais ligar a tv, e ver a marca da tesoura que cortou a rede, se a sacada do prédio era verde ou azul, ou se a madrasta tem um passado promiscuo.É fato que o caso deve estar dando pikos no ibope, e ha 3 semanas vence até a novela Duas Caras a cada nova informação exclusiva sobre o caso.Ontem no Fantastico foram mostradas pessoas vendendo algodão doce durante a reconstituição, ou oportunistas de plantão vestidos de santos ou pedindo esmolas.É incrivel como a tragedia em si não abala ninguem, as massas nas ruas se mobilizam atras de fofoca, de burburinho, atras de pedras para atirar para que escondam e se vangloriem de jamais ter cometido um ato destes esquecendo que não são santos.A imprensa armando um circo que daqui a pouco vai virar mercado de cotação, acho que mais uma vez o artificio do "Quem matou" vem rendendo ibope, depois de "quem matou Thais" agora é "quem matou Isabella", duas novelas, uma vitima de verdade, e o publico pondo em pauta na mesa do bar.
Segundo uma senhora ontem entrevistada: "Se eles não tivessem nada a perder teriam participado da "REPRESENTAÇÃO" por que desta forma pelo menos ganhariam o RESPEITO do PUBLICO"...preciso falar mais alguma coisa sobre a ignorancia de quem busca este tipo de julgamento televisivo?"

Segue abaixo um depoimento da psicologa Rosely Saião, colunista da Folha sobre suas impressões durante a missa de Isabela.


A sociedade do espetáculo
"BEM-VINDA à nossa comunidade!". Essa saudação me foi dirigida logo na porta de entrada da Paróquia Nossa Senhora da Candelária por uma senhora que trajava uma camiseta que a identificava como integrante do grupo deapoio da igreja.
Às 19h, o local já estava lotado de pessoas vestidas com simplicidade, muitas com camiseta com a foto de Isabella. Mal consegui dar dois passos para entrar e assistir à missa de sétimo dia dedicada a Isabella e outras cinco pessoas. O ar estava abafado apesar de, lá fora, estar frio. Fiquei na porta.
Perguntei à senhora que me recebera se ela conhecia a maioria das pessoas que lá chegara. Ela respondeu que não, que cerca de metade delas freqüenta a igreja, mas que, com o anúncio da missa pela TV, muitos vizinhos haviam ido para lá para, quem sabe, "ter a chance de aparecer nos canais de TV que estão aí" -jornalistas de rádio, emissoras de TV e da imprensa estavam lá em peso.
O padre começa a missa pontualmente, não sem antes exigir que todos da mídia se concentrassem no local reservado. Pelo lado de fora da igreja, cheguei à frente. De lá, vi o altar repleto com crianças que brincavam, corriam, conversavam. Pais as fotografavam.
Passei a sentir um mal-estar. Olhava para o público e não identificava expressões visíveis de dor, sofrimento, indignação, espanto. Foi mais resignação o que vi estampado nos rostos presentes. Alguns choram silenciosamente. Os demais cantam, batem palmas, oram.
A comunhão ocorre enquanto uma jornalista escova os cabelos e ensaia a entrada que fará ao vivo. Cerca de oito metros atrás dela está a mãe de Isabella, logo na primeira fila. Terminada a comunhão, a repórter celebra com a "câmara-woman" o êxito de sua participação no noticiário da emissora.
Assim que o padre termina a missa, todos os jornalistas com suas câmaras, microfones, telefones celulares ligados e luzes fortes correm e rodeiam a mãe de Isabella. De longe, me coloco no lugar dela, aprisionada pela sociedade do espetáculo a qualquer custo, e me entristeço.
Saio carregando meu mal-estar, minha tristeza e a idéia de que o sofrimento de nossa gente é tamanho que talvez nem seja possível sofrer mais quando ocorre uma tragédia. Tempos desumanos e de barbárie este que vivemos, não?
PS: Fui à missa a pedido da Folha para escrever este depoimento, que foi publicado hoje no caderno Cotidiano.


A nova onda agora é sobre o padre que desapareceu dentre suas bixigas voadoras, e que segundo nossa cultura bem humorada, caiu na Ilha de Lost( fato que se comfirmado em acusaria uma terrivel inveja, visto que dava tudo para cair la) e agora eu pergunto: Com que dinheiro ele fez o curso de voo, levou Gps e alugou celular via satelite, sera que foi dos fiéis que doaram?

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