Eu sou uma daquelas pessoas que tem o habito de fazer programas me auto-acompanhando.Cinema, shopping, almoço...SEmpre andando ou fazendo algo.Mas eu como a maioria de nós tem aquela velha encanação de num gostar de chegar sozinho aos lugares, e entrar em panico quando estamos sozinhos por mais de 15 minutos parados esperando por nada em algum deles.
Ontem vi que ficar sozinho não dói.
Praça Roosevelt, eu esperando as meninas chegarem, e como nunca na minha vida, esperei sem esperar.Explico: POr mais que eu seja uma bomba de ansiedade, ontem resolvi me permitir estar sozinho sem medo, de me olharem e dizerem "esse é avulso", esse esta "sem compania", esse ninguem chega perto.
Fiquei 3 horas plantado no mesmo lugar, dei um pulo pra fora da auto-hipocresia de achar que só estamos acompanhados a 2 ou a 3 ou dentro de 1 mega grupo.
Ontem como em nenhum outro dia, pesssoas me abordaram, olharam, e o melhor de tudo eu deixei.Ensaiar qualquer programa, acaba caindo no programado.Se vc se inclina a ser apenas 1 integrante da rodinha, vc não passara disso, de mais um.
Ontem estava la eu na minha rodinha particular, eu e mais ninguem, e esse mais ninguem fez toda a diferença, ele deixou um espaço para mais alguem.
Finalmente descobri que o que espanta as pessoas não é o fato de estarmos sozinhos e sim o medo de estarmos sozinhos, ele delata, ele entrega, e quem pensa em se aproximar acaba se sentindo o Lobo-Mau.Não ontem, ontem foi diferente.
A preocupação em ser não ser notado sozinho passou, e hoje entendo pq a lua chama tanta a atenção, sempre solitaria, ela e o céu, assim como eu ontem, que por algumas vezes a olhei e disse, lua agora eu entendo pq mesmo sozinha vc esta sempre bela.
Aquela puta cagada não ensaiada que alguem me disse dias atras fez todo o sentido do mundo.
Foi naquele improviso da espera que eu encontrei quem eu realmente estava esperando ontem:
Eu.
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