terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Quem cresce sozinho é planta!

É gente... eu insisto no que não tem futuro... e perco meus dias tentando ver aonde eu chego....
Muitas pessoas tem me dito que eu chegarei sim a um destino chamado "Lugar nenhum".
Da uma raiva de mim mesmo, por saber de tudo e mesmo assim desaprender 10 segundos depois.Da uma raiva de te tentar sair da foça, e acabar aqui.. falando novamente sobre o mesmo assunto: Foça.....Mas com quem eu posso ser tão repetitivo sem fingir uma alegria forjada?Meu blog oras.

Um pausa com menção honrosa para as cenas lindas que tem sido mostradas na novela "A favorita " entre Lilia Cabrall e Paula Bulamaqui...A sensibilidade ali é nitida e no saco de bosta televisivo ainda é possivel achar algo que realmente compense.Não acompanho a novela mas sou fã confesso do nucleo das duas.Tudo aquilo pra mim independente do que role, mostra uma visão muito parecida com a minha sobre o que é amizade.


Se as pessoas soubessem exatamente do quanto eu não vivi o que todos vcs de 20 e poucos anos viveram , me achariam no minimo um extraterrestre.Fico eu aqui com os meus misterios, incompleto, mas sempre feroz em descobrir quem sou eu, o que me alimenta, o quanto sei lidar com a solidão (aquela que só agente com agente mesmo sabe que tem), dialogando com a vida, cobrando das pessoas um pedaço meu que esta fora do lugar e não consigo colocar sozinho.

Poucas pessoas entenderão as proximas palavras , mas alguem chamado Reinaldo Gianechinni estragou todas as poucas esperanças que eu tinha de algo que venho sonhando ha tempos.Infelizmente não sou pareo!


Um trecho fresquinho tirado do blog que eu acompanho ha tempos da atriz Leandra Leal e que disseca de maneira honesta a atriz que ela é na vida real.

"essa é a última foto desse ano. esse ano foi de trabalho, foi de vocação e felicidade: É muito estranho ser atriz. É muito estranho. Fazer um filme que é e não é seu. Agir e se entregar como se fosse outra. Criar cuidadosamente um corpo, reconstruir idéias, caminhos, pensamentos, histórias, infância, e sem mais nem menos começar a reagir. Sentir. Olhar o outro e reagir. Estar presente o tempo todo com o coração entregue, mesmo quando o seu corpo tem frio, cansaço, saudade, amor, insegurança. Guardar tudo o que for seu numa caixinha para começar outra história. Respirar fundo. Estudar gente, entender gente. Ter alguém gritando no seu ouvido te apressando a todo tempo. Confiar em estranhos, que só por estarem no ambiente quase sagrado do set, viram seu companheiro, parceira. É se comprometer com o sonho do outro e começar a sonhar junto. É ser disponível quando as vezes você já nem aguenta mais. É começar a gostar de rock, funk, axé ou samba. É aprender a tocar um instrumento com 30 anos, falar outra língua, dançar outro rítimo. É viajar a onde você nunca iria, conhecer pessoas e se interessar pelas suas histórias. É viver dentro, olhar dentro, catucar o que você nem sabia que existia. Saber pouco de muita coisa. E depois, esquecer das vidas que inventa e viver a sua. É poder se afogar e sobreviver. Morrer, casar, parir, matar, ter medo, angústia ou sono, qualquer coisa, qualquer coisa, em chroma key. É ser olhada, cuidada, paparicada. Olha. Eu sou assim. Se estou ali, estou. E se estiver me escondendo, você vai perceber. E depois de tudo, de tudo, sem nenhum arrependimento, aquele set vai se desfazer, aquele cordão vai se romper e cada um vai para a sua vida, amem. Fica a sua imagem e acham que ela é você. Não mesmo, eu sou outra e ainda serei outras. Ser atriz é como praticar mergulho ou viver em outra gravidade. Eu não me reconheço. Eu não sei direito o que é ser atriz, eu só sei que eu sou atriz há muito tempo, eu amo ser atriz e sou uma pessoa bem melhor quando trabalho como atriz. O que eu venho acumulando é vivência, duas tatuagens, muitas cicatrizes, covinhas, poucos e bons amigos, e umas dorzinhas no fim da tarde. O resto é inventado. parabéns hoje. "

Fechando este postizinho cheio de menções globais..... faço uma menção ao titulo..........quem somos nós sem o outro?.....melhores ou piores.?
Não sei encontrar outro modo de vida que não seja plural, mas felizmente cada vez mais tenho tentado ser uma pessoa mais singular!


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