sábado, 18 de outubro de 2008

Control C control V

Pois é nesse sabado pokinho depre recorri a palavras alheias para retratarem 1 poko esse meu momento "nem me viu".Gente a Tabajara podia lançar um anticoncepcional para o amor... q bom seria!
Todos os creditos para as tradutoras dos meus sentires, Elaine Borges e Marthinha Medeiros.
Muita paciencia comigo, quem ler pq hje meu post ta super-auto-ajuda!

Meu erro maior é a impaciência. Eu não sei esperar as pessoas darem o passo em minha direção, eu avanço e atropelo, porque a ansiedade não me permite atitudes civilizadas tipo "aguardar o momento do outro". Que aguardar, que nada!
Às vezes, quando tudo dá errado, acontecem coisas tão maravilhosas que jamais teriam acontecido se tudo tivesse dado certo.'
Infeliz de quem passa a vida toda sendo fiel ao que os outros pensam a seu respeito...
Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que, aliás, é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto
Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude"...
O final não existe.Tudo é um eterno recomeço
Eu não sei deixar ninguém partir, eu não sei escolher, excluir, deletar. São as pessoas que resolvem me deixar, melhor assim, adoro não ser responsável por absolutamente nada, odeio o peso que uma despedida eterna causa em mim. Nada é eterno, não quero brincar de Deus.
A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre em seguida, num insuportável tédio visual"...O đєstiησ đєciđє qµєм єηtrα ηα мiηhα viđα, мiηhα αtitµđє đєciđє qµєм ficα
Solidão não se cura com a presença dos outros, se cura com amor-próprio
Martha Medeiros ( bem bolado)


Sobre a consideração

Estava eu lendo o blog recém descoberto de uma conhecida que há muito não vejo e me deliciando com as nuanças nunca dantes percebidas de sua personalidade deveras dramática e sofredoura, justo ela que sempre me pareceu tão cool, descolada dos demais, quando me deparo com um texto sobre a consideração que no caso deixam de ter por ela. Está amarga e sofre. Mais do que isso, indigna-se contra a humanidade. Toda uma infelicidade construída sobre conceitos mal interpretados, um engano apenas e joga-se uma vida pela janela. Por que engano? Não há essa tal consideração. Digo, neste sentido comumente utilizado em nosso tempo, de gratidão demonstrada, uma quase renúncia. Veja, todos nós consideramos toda a sorte de coisas quando tomamos decisões, mesmo as mais triviais. E não se engane, quem toma a decisão é sempre quem acaba ganhando. Ir contra a vontade é agredir a si próprio tanto quanto aos demais. E é claro que eu não me refiro àquilo que invada os direitos alheios, não se perca. E então me perguntam: “Não se faz coisas pelos outros?”. E eu digo sim, todo o tempo, mas apenas quando eu me incluo no time que se beneficiará da ação, direta ou indiretamente, ainda que este benefício seja uma autopunição. Isso nos traz ao ápice da argumentação: O comportamento dos outros não define o que eles sentem ou pensam sobre você.Só para começar a ação de outrem diz respeito a esta pessoa e todo o universo único complexo e indecifrável do seu ser, onde se misturam motivações provenientes de medos, sonhos, sensações, lembranças. Mas não é só isso, o que está em julgamento aqui não é a ação em si, é a nossa interpretação da ação, baseada desta vez no nosso universo único complexo e indecifrável. Quer simplificar? Se você acha que tem uma luz verde saindo pela orelha então todo olhar que cair em você vai ser usado para corroborar a sua tese da luz verde e quanto mais você acreditar na luz, maiores serão as evidências, é capaz até de sair matéria no jornal. Aquela minha conhecida já tinha uma hipótese que acreditava verdadeira, a de que todos os seus amigos não a levam em consideração, não se importam com ela, ou ainda, não gostam dela. A partir daí qualquer gesto, palavra, tudo será usado em seu favor, obrigada. Até um simples cochilo pode ser interpretado como a rejeição máxima, o desinteresse cruel. E, ainda assim, se tem sono, não é? Acredita-se naquilo que se quer. Projetamos nossos preconceitos e julgamentos no outro. Estamos sempre colecionando evidências em favor das teorias que criamos a priori, e somos bem sucedidos, sempre. Quando mais desajustada eu me sinto mais desajustada me consideram. E, no entanto, o universo do outro tem tão pouco de nós e está tão distante das nossas questões. Assim como nos colocamos no centro de tudo, ainda que pareça o contrário, assim são os outros. Se não nos dão atenção é porque outra coisa prendeu a atenção desejada, se dizem uma palavra e não outra que preferimos é por gosto ou desatenção. Impossível saber. Deixe viver, deixe ser como forem, sem mágoas, sem afetações, sem teorias da conspiração. Afinal, por mais estranho que possa parecer, o outro vive independente de mim. E o gostar se aceita, não se comprova. E esquecer um pouco de si próprio também ajuda, e muito.

Elaine Borges (Chris Oriented)

Vida menor
Não raro me convencem de que este ou aquele comportamento é mais eficiente, garante resultados favoráveis mais abundantes e eu concordo e admito, tens razão. A dinâmica entre as pessoas é por vezes simples e a reação A sempre segue aquela atitude tão B. Mas então é possível manipular? Sem dúvida. É possível conseguir o que se quer desta maneira assim tão científica? Não sei. O universo é por demais complexo. E a pergunta está errada. O que é que se quer? Eu quero isto, estar tão próxima de mim que beire a loucura tamanha a irresponsabilidade em ser o que sou, tão escandalosamente. E com isso perco coisas, perco tudo se for preciso, quem é que pode dizer com qualquer certeza aquilo que se tem ou deixa de ter. Tenho a mim e sou orgulhosa dessa configuração que parte se deu e parte construí ao longo dos anos. Tenho doçuras improváveis e medos e medos. Ao me colocar para fora então, nossa, como me perco. Mas principalmente me penso, e sinto tudo tão intensamente, e tenho fé. Costumo achar bonito ser assim, me convenci disso, são as minhas escolhas que refletem valores muito meus, muito íntimos. Não importa que a minha disponibilidade e fluidez afastem alguém, provoquem desinteresse, ou melhor, importa sim, sempre, mas se há destino o destino é este, a reação como resposta. Nada de experimentos, nada de comportamentos estudados, sou esta, para o bem e para o mal, e o que for que tenha que me acontecer que seja por eu ser tão insuportavelmente eu. O eu eterno mutante que não forja nem se esconde, que não se rende sob hipótese alguma. O eu mártir que se tiver a grande sorte de provocar amor vai poder de fato experimentá-lo como água do mar que bate na pele. Não me interessa nada do que possa ser conquistado de outras maneiras, eu renuncio, opto por esta vida menor dentro das minhas próprias arestas.

Elaine Borges

Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante." Carlos Drummond de Andrade ♥ "

Um comentário:

Lan disse...

valeu pela citação, fica aí o endereço do blog: http://www.crisisorientedlan.blogspot.com/